quinta-feira, 23 de abril de 2020

Brasil permite uso de cloroquina em pacientes com sintomas leves de Covid-19.


Brasil permite uso de cloroquina em pacientes com sintomas leves de Covid19

Cloroquina poderá ser usada em pacientes com sintomas leves a partir da confirmação do diagnóstico de Covid-19.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a utilização de cloroquina e a hidroxicloroquina em pacientes infectados por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, demonstrando sintomas leves.

De acordo com o CFM, os “médicos poderão optar por seu uso sem que haja sanção por “infração ética”.
O parecer foi apresentado nesta quinta-feira (23) ao presidente da República, Jair Bolsonaro, com a ressalva de que não há estudos científicos que comprovem a eficácia dos medicamentos.

Em um texto de sete páginas, segundo O Globo, o CFM conclui que as drogas poderão ser usadas em três estágios da doença:
Pacientes com sintomas leves desde que haja confirmação de infecção pelo coronavírus;

Pacientes com sintomas mais significativos que ainda não precisem de cuidados intensivos;

Pacientes cujo quadro seja grave.

O presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, explicou que a decisão não é uma “recomendação”:

“O Conselho Federal de Medicina não recomenda o uso da hidroxicloroquina. O que estamos fazendo é dando ao médico brasileiro o direito de, junto com seu paciente, em decisão compartilhada com seu paciente, utilizar essa droga. Uma autorização. Não é recomendação.”

De acordo com Ribeiro, não há “nenhuma evidência científica forte” sobre a eficácia do uso da hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus:

“O posicionamento é que não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19. É uma droga amplamente utilizada para outras doenças, já há 70 anos, mas em relação ao tratamento da covid-19, não existe nenhum ensaio clínico, prospectivo, randomizado, feito por grupos de pesquisadores de respeito, com trabalhos publicados em revistas de ponta, que apontem qualquer tipo de benefício.”
Fonte: Renova Mídia

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Pra quê e pra quem, de fato, serve o isolamento social amplo no Brasil.


 Studio Lilian Tremembe - Posts | Facebook

Com a chegada da pandemia do novo coronavirus ao brasil, os ânimos políticos tem, cada vez mais, se acirrados entre o governo federal, a mídia e a maioria dos governadores, congresso nacional e também de prefeitos brasil a fora.

A justificativa de quem defende o isolamento total é em defesa da vida dos brasileiros e contra a expansão do vírus, já quem se opõe a essa tese diz que, com isso a economia do país só tende a caí e enquanto muita gente poderia estar produzindo, mesmo sem se descuidar de alguns cuidados básicos de proteção da covid 19.  

Os defensores do isolamento total da população usam como base os casos na Europa, continente mais afetado pela pandemia, e a conduta de alguns chefes de estados de não serem rígidos em suas medidas  de isolamento desde o início da pandemia, o que causou um aumento rápido da expansão do vírus em seus países.

Já no Brasil desde o inicio do surto o presidente Jair Bolsonaro já vinha alertando desde o inicio de março sobre a necessidade de reconhecer o estado de calamidade pública mas foi barrado pelo congresso que hoje quer culpar o presidente por querer adotar um isolamento mesmo restritivo para não causar muitos danos a economia como vem causando.

ainda sobre o Brasil se observa que o problema virou uma disputa política que já vinda acontecendo entre, congresso nacional e mídia contra o governo federal, especificamente contra o presidente Jair Bolsonaro.

Todos nós brasileiros sabemos os motivos. Para os partidos políticos é inadmissível um presidente ser eleito e não distribuir cargos de ministérios e estatais em troca de votos na casa e isso não aconteceu com Bolsonaro na presidência, o que deixou Rodrigo Maia e sua corja bastante descontente.

Para a mídia, também não aceita ficar de fora do bolo com o corte de verbas do governo em troca de propaganda publicitária, além da concessão sem cobrar as dívidas com o estado, coisa que o presidente já deixou bem claro que não passará a mão na cabeça de ninguém.

Para os governadores e prefeitos a disputa se dar pelos seguintes motivos: primeiro; é a liberdade para gastarem sem se preocupar com a lei de responsabilidadefiscal, aprovada pelo STF, o que pode desencadear uma seria de falcatruas e roubos aos cofres públicos. Segundo; a compra sem licitação que significa mais crimes, terceiros vem a suspensão da divida dos estados com união; quarto a busca por mais dinheiro para seus cofres ao decretarem estado de calamidade e por ultimo em busca de tirar ventagens do problemas para as eleições desse ano, onde muitos políticos usam para medir sua popularidade nos municípios.

No final das contas acabam ganhando com isso a Mídia por fechar contrato com os estados e municípios para divulgarem suas políticas publicas e seus discursos demagogos, os políticos que terão suas campanhas financiadas nos municípios pelo dinheiro roubados ou doados pelas empresas agraciadas sem licitação e só perde com isso o brasileiro que se não trabalhar corre o risco de morrer de fome e se for trabalhar sem os devidos cuidados, corre o risco de morrer pelo coronavirus.


João Braz

domingo, 12 de abril de 2020

Idosa de 97 anos recebe alta hospitalar após se curar do coronavírus.


Gina tem 97 anos e ficou internada com coronavírus em SP — Foto: Rede D´Or/Divulgação
Gina Dal Colleto vive em Santos e é a única viva entre 11 irmãos. Ela contou aos médicos que tem vida ativa, gosta de cozinhar e fazer compras.

Uma aposentada de 97 anos recebeu alta de um hospital privado na capital paulista neste domingo (12), após ser curada do novo coronavírus (Covid-19). Gina Dal Colleto é uma das pessoas mais velhas a se curar da doença no Brasil.

Segundo os médicos, Gina foi internada no dia 1º de abril com sintomas como falta de ar, tosse e confusão mental.

“Ela estava muito fraca, com a oxigenação em 75%, quando tem que ser, no mínimo, 93%. Trouxemos ela imediatamente para a UTI, onde ficou por cinco dias”, explica Ludhmila Hajjar, cardiologista e intensivista do Hospital Vila Nova Star.

Gina foi diagnosticada com o vírus Influenza, causador da gripe comum, e também com o Sars-CoV-2, o vírus da Covid-19.
Além da idade avançada, outro fator de risco da paciente era um problema no coração. “Ela tem dois stents e o coração também foi afetado pelo coronavírus. A paciente teve inflamação cardíaca e pulmonar”, afirma a cardiologista.

Segundo a médica, a paciente foi tratada com antibióticos, diuréticos, corticoide e cloroquina. “A cloroquina foi usada por cinco dias, com a paciente internada e sob uma avaliação criteriosa de eventos adversos que poderiam ser causados pelo medicamento, e que, felizmente, não aconteceram com esta paciente”, explica a intensivista.

Com seis netos e cinco bisnetos, a nonagenária deixou o hospital sob aplausos dos profissionais.
O estado de São Paulo já tem mais de 560 mortos pela doença e 8 mil infectados.


G1.com

domingo, 5 de abril de 2020

A dança das cadeiras na câmara municipal de Jordão Acre.



A primeira semana do mês de abril de 2020 no município de Jordão Acre, assim como em todo estado, foi marcada pela constante movimentada política que aconteceu causando assim uma verdadeira “dança das cadeiras” visando a eleição de outubro deste ano.

Cada partido se mobilizou na tentativa de formar suas chapas e os vereadores eleitos começaram a formar suas estratégias para tentar garantir suas vagas no próximo pleito.

A maior perca foi do PCdoB que diminuiu de três para um vereador, e o PP que tinha um e hoje não tem representação na câmara. O maior ganho foi do MDB onde o único vereador eleito em 2016, tinha se rebelado e hoje partido tem dois, o vereador Dê Dias ex-PCdoB e o Vereador Guedes Oliveira ex-PSDB.

Veja como era antes:

Já o PDT tinha dois, perdeu o vereador Deodato Maia que foi para o PSDB, mas ganhou a vereadora Meire ex-PCdoB. O vereador Marcelo que saiu do PP, se refugiou no PSDB, perdendo assim a representatividade que tinha. 

O PSDB também saiu vitorioso nessa dança, onde perdeu o vereador Guedes Oliveira e ganhou dois novos parlamentares, Deodato Maia e Marcelo Mendonça.
                          

Já o vereador João Alves Cordeiro que era do MDB e se rebelou no inicio do mandato, estava empenhado na tentativa de fundar o PL, mas até agora seu futuro político estar indefinido, já que o mesmo até agora não se manifestou.

Veja como ficou 







Por João Bráz

quinta-feira, 26 de março de 2020

Mulher de 95 anos que superou coronavírus e se tornou rosto da esperança na Itália.


Alma Clara Corsini com a equipe médica que a tratou no hospital Pavullo em Modena, Itália
Alma Clara Corsini foi hospitalizada em 5 de março na província de Modena, no norte da Itália e já está a caminho da casa de repouso onde vive
Nas últimas semanas, a Itália teve poucos motivos para otimismo.

Atualmente, é o país mais afetado pela pandemia de coronavírus na Europa e, na última segunda-feira (23/3), havia registrado mais de 6 mil mortes, o número mais alto do mundo.

Alma Clara Corsini foi hospitalizada em 5 de março na província de Modena, no norte da Itália.
Segundo o jornal local La Gazzetta di Modena, a saúde de Corsini agora está tão boa que ela recebeu alta e já está a caminho de sua casa de repouso no município de Fanano, na província de Modena.

"Sim, estou bem. São pessoas boas que me trataram bem e já estão me mandando para casa", disse Corsini ao La Gazzetta di Modena em alusão aos cuidados que recebeu no hospital.

O mesmo jornal observou como os especialistas observaram que a recuperação de Corsini ocorreu sem a "terapia antiviral" que é administrada aos pacientes para ajudá-los a combater a infecção.

A imagem da idosa junto com a equipe médica que a tratou se tornou um incentivo para todo o país e viralizou nas redes sociais.
Emilia Romagna, segundo as estatísticas oficiais divulgadas pelo governo italiano na segunda-feira, 23 de março, registra mais de 8,5 mil casos e quase 900 mortes.

O maior número de mortes ocorre em pessoas com mais de 70 anos de idade.
A Itália, com mais de 6 mil mortes, superou a China (mais de 3,2 mil) na semana passada como o país com o maior número de mortes no mundo.
No entanto, os números dos últimos dois dias mostram uma ligeira desaceleração no crescimento de infectados e mortos.

Essas estatísticas e histórias pessoais como Alma Clara Corsini retratam uma imagem um pouco mais encorajadora para esse país.
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Mas o caso de uma mulher de 95 anos que se recuperou da doença conseguiu romper esse pessimismo.

R7.com

Brasil registrou ao menos 1.109 mortes por gripe em 2019.


Idosos representam a maior parte dos óbitos por gripe
Pessoas com mais de 60 anos, com problemas cardiovasculares crônicos e diabéticos representam maior número de óbitos por gripe no ano passado

O Brasil teve em 2019 teve 1.109 óbitos decorrentes de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por influenza, segundo o último relatório do Ministério da Saúde.

O número representa 22,5% de todas as mortes por SRAG que fazem parte do levantamento — elaborado por amostragem, ou seja, apenas uma parcela dos casos é contabilizada. 

O subtipo de vírus da gripe que mais matou foi o H1N1, o mesmo da epidemia de 2009, que corresponde a 787 óbitos. Além disso 73% das mortes foram de pessoas com fatores de risco determinados para a doença.
O pneumologista Pedro Rodrigues Genta, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a maior parte dos infectados por influenza não possui grandes complicações.

Segundo o relatório, 54,6% dos óbitos foram de pacientes com mais de 60 anos. Em segundo e terceiro lugares, aparecem as pessoas com doenças cardiovasculares crônicas (35,9%) e diabéticas (27,6%).
Genta afirma que idosos possuem o sistema imunológico e saúde fragilizados e costumam ter outras doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas.
“Eles possuem uma capacidade física e imunológica limitada para lidar com esse tipo de situação.”

“O quadro vai exigir mais do organismo e do coração, que já possui uma deficiência. A frequência cardíaca fica aumentada o que coloca o coração do paciente em risco.”

Pacientes diabéticos também podem ter a imunidade prejudicada, se a doença não estiver sob controle. Além disso, a diabetes pode acometer doenças cardiovasculares e renais, que podem complicar o quadro.

Número de óbitos pode ser ainda maior
O estado de São Paulo foi o que mais concentrou mortes por influenza: 24,6%. Além disso observa-se um maior número de casos e mortes nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo o relatório do ministério, o maior número de casos e óbitos nessas regiões é devido à “concentração populacional e também ao maior número de unidades sentinelas de SRAG para influenza, por isso faz-se necessário o fortalecimento da vigilância da influenza nas outras regiões do país (Centro-Oeste, Norte e Nordeste)”.
Para Genta, o resultado do relatório é por conta da falta de acesso ao diagnóstico.

“Fora desses centros, o acesso é ruim. Em muitos hospitais, nem sequer existe a disponibilidade de fazer o diagnóstico. Muitas vezes se trata com antibiótico, achando que é uma pneumonia bacteriana e na verdade é viral.”
Campanha de vacinação antecipada


Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para o novo coronavírus.
Para o pneumologista, a mortalidade da gripe é muito negligenciada no Brasil e corremos o risco de dar importância indevida ao novo coronavírus.
“[A gripe] é uma doença que se pode prevenir com vacina. Nesta fase em que teremos um risco maior do novo coronavírus, teremos também um risco maior de gripe, que tem sintomas muito parecidos.”

Genta explica que todos dentro do grupo de risco devem se vacinar. As pessoas que não se encaixam nas definições de risco podem consultar seus médicos para avaliar o custo x benefício da vacinação.

Mandetta afirmou em coletiva de imprensa que a campanha começará vacinando gestantes, crianças de até seis anos, puérperas e idosos. Depois, serão incluídas outras categorias.


Fonte R7.com

É falso que Itália tenha registrado 232 mortes de crianças pela covid-19.


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O governo italiano não havia registrado óbitos de pessoas com menos de 30 anos até o dia 24 de março

São falsas as postagens segundo as quais a Itália registrou a morte de 232 crianças na atual pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Até o dia 24 de março, o governo italiano ainda não havia registrado óbitos de pessoas com menos de 30 anos.

Essa verificação foi realizada com base em consultas a diversos documentos oficiais de diferentes órgãos do governo da Itália.
O post que foi objeto desta verificação foi escrito no Facebook por um usuário à 1h22 da manhã desta quarta-feira, 25 de março. O texto dizia que “morreram 232 crianças num dia na Itália e o demente manda as crianças voltarem para a escola.”

A postagem era uma referência ao pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, na noite de 24 de março. O mandatário minimizou a pandemia de covid-19 e sugeriu que os governadores deveriam descumprir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre elas a de fechar escolas e universidades.

Outros posts de mesmo teor foram encontrados pelo Comprova no Facebook. Esses, no entanto, traziam outra informação, que as supostas 232 mortes de crianças teriam ocorrido em um dia com 793 mortes por covid-19 na Itália.
O Comprova verificou uma postagem feita por um perfil pessoal no Facebook.
Falso para o Comprova é o conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma mentira.


Fonte Exame.com

Da raiva à cólera: as doenças infecciosas que matam mais que o coronavírus.

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Do ponto de vista de escala de mortalidade, o coronavírus ainda não compete com uma série de outras doenças infecciosas que existem há mais tempo

São Paulo — Enquanto o brasileiro pulava carnaval, o coronavírus voltava a chacoalhar os mercados globais diante de novos surtos em lugares como Irã e na Itália. A sensação é de que a ampliação da epidemia é questão de tempo, e o próprio Brasil confirmou seu primeiro caso nesta quarta-feira (26).
Do ponto de vista de escala de mortalidade, cuja taxa tem se mantido entre 3% e 4%, o coronavírus ainda não compete com uma série de outras doenças infecciosas que existem há muito mais tempo e estão entre as principais causas de morte no mundo, especialmente em países de baixa renda.

Tuberculose

Em 2018, cerca de 10 milhões de pessoas contraíram tuberculose no mundo e 1,5 milhão morreram da doença, que mata mais gente do que o HIV e a Malária juntos.
O maior número de novos casos foi no Sudeste Asiático (44%), seguido por países da África (24%) e do Pacífico Ocidental (18%). No mesmo ano no Brasil, 72 mil pessoas foram diagnosticadas e 4,5 mil morreram em decorrência da doença.
A tuberculose é causada por bactérias que afetam, principalmente, os pulmões. A transmissão é feita de pessoa para pessoa através do ar, por meio de tosse, espirro ou cuspe.
Nos últimos anos, o número de mortes por tuberculose vem diminuindo constantemente — mas apesar de a doença ter tratamento e cura, sua carga permanece alta entre populações de baixa renda, pouco acesso ao sistema de saúde e em situação de vulnerabilidade e baixa imunidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima um déficit de US$ 3,3 bilhões para prevenção e tratamento da doença. No ano passado, o financiamento internacional para isso foi de US$ 0,9 bilhão.

Hepatites B e C

As hepatites virais B e C afetam 325 milhões de pessoas em todo o mundo e levam 1,34 milhão à óbito anualmente. Elas são as principais causas do câncer de fígado.
A transmissão mais comum da hepatite B é a perinatal, de mãe para filho, ou por transmissão horizontal pela exposição ao sangue infectado. É possível haver transmissão sexual.
Já a hepatite C é mais comumente transmitida por contato com sangue contaminado, seja por transfusão, acidentes com material contaminado ou drogas injetáveis. A transmissão sexual é rara.
Segundo a OMS, a baixa cobertura de testes e tratamentos é o principal obstáculo para atingir a meta global de eliminar a infecção até 2030.
Na população brasileira foram identificados em 2018 cerca de 13 mil casos de hepatite B e 26 mil de C, que levaram à óbito 2 mil pessoas.

HIV/AIDS

A OMS classifica a o vírus do HIV como um dos maiores problemas globais de saúde pública. Só em 2018, 770 mil pessoas morreram por complicações pela doença e 1,7 milhão de pessoas foram infectadas. Desde que o vírus surgiu, são 75 milhões de infectados e 32 milhões de mortes.
O HIV pode ser transmitido através da troca de uma variedade de fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, leite materno, sêmen e secreções. Não há infecção através do contato diário comum, como beijar, abraçar, apertar as mãos ou compartilhar objetos pessoais.
Nas últimas décadas a doença teve um avanço considerável, tanto em termos de tecnologia quanto de acesso, na prevenção, diagnóstico, tratamento e assistências médicas eficazes a quem contrai o HIV.
Hoje existem aproximadamente 37,9 milhões de pessoas que têm o vírus, mas que vivem de forma saudável e com carga viral indetectável.
No Brasil, a epidemia é considerada estabilizada e são 866 mil pessoas vivendo com o vírus. Nos últimos cinco anos, o número de mortes pela doença caiu 22,8%, de 12,5 mil em 2014 para 10,9 mil em 2018.

Gripe

Uma das doenças mais comuns do mundo é a gripe, que anualmente leva cerca de 650 mil pessoas à óbito devido a complicações respiratórias.
Em 2018, o Brasil registrou aumento de 194,4% no número de mortes por gripe em relação ao mesmo período de 2017: 839 contra 285 no ano anterior. O número de casos também mais que duplicou no período, com 4 mil infecções em 2018, contra 1.782 em 2017.

A doença vive variações periódicas, em versões tanto transmitidas por animais, como a H1N1, como pandemias, como a “Gripe Espanhola”, e as sazonais, que aparecem principalmente no inverno.
Com vacinas para prevenir a maior parte das gripes, a OMS desenvolveu uma Estratégia Global de Gripe para 2019-2030. O objetivo é fortalecer a prevenção, o controle e a preparação para futuras pandemias.

Malária

A malária é causada por parasitas que são transmitidos às pessoas através das picadas de mosquitos fêmeas infectados. A doença não tem vacina, mas é evitável e pode ser curada.
Em 2018, o número estimados de casos de malária no mundo chegou a 228 milhões, com 405 mil óbitos. A doença tem predomínio em países subdesenvolvidos, principalmente no continente africano. Em 2018, a região abrigava 93% dos casos e 94% das mortes pela doença.

Apesar da estatística recente, as mortes por malária caíram 42% desde o ano 2000. Mas o fato de ela estar concentrada em áreas tropicais de menor peso econômico e renda mais baixa torna elas menos atrativas do ponto de vista da pesquisa farmacêutica.
Este é um dos motivos que levaram o bilionário Bill Gates a investir através da sua fundação bilhões de dólares em busca de uma vacina.
No Brasil, a OMS estima que houve cerca de 218 mil casos em 2017, mas não há estimativas de mortes.

Meningite

A meningite é uma doença infecciosa, transmitida por um vírus, bactéria ou fungo, que atinge cerca de 1 milhão de pessoas por ano no mundo.
O grande desafio para o tratamento da meningite, é que normalmente é difícil reconhecer a doença nos estágios iniciais, já que os sintomas podem ser semelhantes aos da gripe comum
A meningite bacteriana, que é a forma mais grave e comum da doença, causa cerca de 170 mil mortes em todo o mundo a cada ano. Em 2018, o Brasil registrou 934 casos e 282 mortes.

Cólera

Com menos precisão de informações sobre transmissão e mortes, é estimado que a cada ano haja 143 mil mortes em todo o mundo por conta da cólera.
Em 2016, último dado disponível, foram reportados 132 mil casos e 2.420 mortes, mas a OMS considera que há subnotificação porque ela costuma ocorrer em países pouco desenvolvidos.

A doença consiste em uma infecção diarreica aguda causada por comer ou beber alimentos ou água que está contaminada com uma bactéria.
Além de vacina, a maioria dos pacientes com cólera pode ser tratado através da administração imediata de solução de reidratação oral (SRO).

Raiva

O vírus da raiva (Lyssavirus) infecta mamíferos e é transmitido aos seres humanos através da saliva, normalmente por mordida de cachorro. A infecção pela doença é fatal em mais de 99% dos casos, o que a torna uma das mais mortais do mundo.
Não existe tratamento após o início dos sinais ou sintomas, mas há a profilaxia pós-exposição (PEP), chamada de vacina anti-rábica, que impede eficazmente a doença. Anualmente, cerca de 59 mil pessoas morrem por conta da raiva.

Febre amarela

A febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, principalmente, e pode causar desde doença febril autolimitada até doença hepática grave com sangramento.
Anualmente, a estimativa é que a febre atinja 200 mil pessoas e cerca de 30 mil mortes a cada ano. O Brasil teve 483 mortes por febre amarela entre julho de 2017 e junho de 2018. A propagação da doença é evitável via vacina.

Dengue

Presente em 141 países, a cada ano cerca de 390 milhões de pessoas no mundo são infectadas pela dengue e 25 mil pessoas morrem da doença.
Em 2019, o Brasil registrou o segundo maior número de mortes por dengue em 21 anos, com 754 mortes, atrás apenas de 2015, ano da pior epidemia já registrada. O número de casos prováveis da doença ultrapassou 1,5 milhão.
A incidência global cresceu muito nas últimas décadas e, hoje, 40% da população mundial têm risco de contrair a infecção transmitida por mosquitos fêmeas principalmente da espécie Aedes aegypti.

Ebola

A doença do vírus Ebola (DVE) é considerada uma das mais graves e mata em um a cada dois casos. Os primeiros surtos foram em aldeias remotas na África Central, perto de florestas tropicais, nos anos 70.
Entre 2014 e 2016, houve o maior e mais complexo surto na África Ocidental, que resultou em 28 mil casos e 11 mil mortes.
Desde julho de 2019, a República Democrática do Congo vive uma epidemia da doença, ainda não controlada. Até agora, há 3,4 mil casos e 2,2 mil mortes.

Fonte: Exame

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O resultado da saúde indígena conduzido pela esquerda ao longo dos anos



O município de Jordão localizado cerca 450 km da capital Rio Branco, no Estado do Acre, é a cidade brasileira com maior percentual da população formada por indígena, com cerca de 40% da etnia Kaxinawá. Esses indígenas hoje, estão localizados em 37 aldeias e também no cidade.

Junto a esse crescimento populacional, cresce também suas necessidades básicas como saúde, educação, moradia, agua tratada entre outras que preocupa-me bastante. A falta de políticas  públicas fortes e de qualidade que atendam essas necessidades, é o principal meio de deixa-los  a mercê da sorte e acabam sendo lesados por espertalhões.

Anos atrás, o presidente do Conselho de Saúde Indígena o sr. João Sales da Rosa, hoje já falecido, decidiu protestar tomando a chave do Pólo Base e encerrando todas as atividades da equipe alegando, além de falta de estrutura da Instituição, também a péssima qualidade do atendimento prestado pela equipe da época.

Sales cobrava do DISEI de Cruzeiro do Sul, reformas urgentes das casas que serviam como sede e troca de membros da equipe. Na ocasião algumas pessoas de apoio e da equipe de enfermagem foram trocados e chegaram a um acordo para alugar uma casa com melhores estruturas, por um período, para atender a demanda ali solicitada, enquanto reformavam as duas casas que existe no município de uso exclusivo do Pólo Base.



O fato é que já se passaram cerca de 10 anos e as casas continuam caindo e ninguém mais liga para as reivindicações do saudoso João Sales, enquanto o aluguel continua caindo na conta de alguém que não tem culpa e o povo continua sendo alimento de pão e agua de dia e a noite espetáculo para entretê-los e os grandes continuam atrás das cortinas enchendo seu bolso daquilo que lhe convém.

Esse tipo de política desenvolvida pela esquerda vem funcionando a muitos anos no Brasil e no Jordão a mais de 15 anos, assassinando crianças, mulheres e idosos nas aldeias e muitos desses políticos ainda tem a coragem de dizer que esta é a política de saúde indígena que vem dando certo.


A muito tempo, o que vemos nessas aldeias são crianças e adolescentes anêmicos, gravides cada vez  mais precoce, fome aumentando alarmantemente, aumento do uso e plantio de maconha, levando jovens e crianças ao vício e a miséria. Vamos ser realistas, os índios pedem socorro.

"Governo do Irã é uma ditadura que insiste em mentir", diz analista.



Para ele, visita de Soleimani a Bagdá, onde foi assassinado, prova intenções belicosas do Irã, que, acusando EUA, deixou acordo nuclear

A declaração do governo iraniano de que irá deixar o acordo nuclear assinado em 2015 com as potências ocidentais confirma, na prática, o que o governo de Israel vinha afirmando, segundo o analista político André Lajst, especialista em Oriente Médio e diretor da organização StandWithUs

"O governo de Israel disse, corretamente, que o Irã mentiu antes e durante o acordo, depois apontou que o governo iraniano estava com ações dúbias mostrando que, por um lado fazia o acordo e, por outro, armava milícias no Oriente Médio, para poder conquistar mais territórios pró-Irã. Não muda muito a visão do governo israelense, só ajuda a mostrar ao mundo a verdadeira face do Irã", afirmou.

Lajst, que é mestre em Ciências Sociais pela IDC de Herzelyia, aponta a própria visita do general Qasem Soleimani ao Iraque, onde morreu após ataque dos Estados Unidos, como uma prova das intenções belicosas do Irã. Segundo ele, o governo iraniano é uma ditadura que insiste em mentir mas, desta vez, foi flagrado.

"O que um general iraniano estava fazendo no Iraque? Essa pergunta precisa ser feita. Não era general iraniano? Ele deveria estar lá cuidando dos assuntos de segurança nacional iraniana. Por que estava secretamente no Iraque? Não era uma visita oficial. Por que ele estava com o líder xiita que tentou invadir a embaixada americana e que também morreu no ataque? As ações provam que a realidade de percepção do governo iraniano em relação ao acordo é de falsidade, estão tentando mostrar um tipo de comportamento para o mundo e na prática tendo outro", destaca.

Por ser um inimigo estratégico do Irã, Israel está atento a qualquer ameaça vinda do governo iraniano, conforme afirmou Lajst.
"Israel vê com muitas dúvidas e com ceticismo o governo do Irã. É um governo teocrático, uma ditadura, conservadora e extremamente hostil a Israel. A Inteligência israelense é muito avançada e mostra a realidade divergindo das declarações passadas iranianas de que o país não tem interesse de fabricar a bomba atômica. Obteve inclusive vários documentos iranianos que mostram um programa colocado em segredo, vários projetos e programas escondidos em cofres", afirma.

E, por mais que o poderio militar iraniano seja inferior ao israelense e ao americano, Lajst acredita que o governo de Israel leva a sério as ameaças do Irã. Isso não significa que acredite em um conflito armado iminente.

"Israel vê com preocupação essas declarações (do governo iraniano). É preciso levar a sério o governo iraniano. O Irã é capaz de realizar ações, tem capacidade financeira, treinamento e homens para isso. Ao mesmo tempo acho que não serão ações que levem a uma guerra, o Irã perderia, tem menos força militar e sabe disso. Não tem como destruir os Estados Unidos, nem Israel. Por isso as ações terão de ser pontuais, devem retaliar, sem que forcem uma guerra", diz.

Após o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani e de líderes militares iraquianos, em Bagdá, no último dia 2, realizado pelo governo americano, uma forte crise se instaurou na região.

Os governos do Irã e Iraque negaram envolvimento com terrorismo e repassaram a acusação aos Estados Unidos que, segundo eles, foi quem praticou um ato terrorista. Garantiram também que ocorrerão represálias. Entre as declarações, estava a promessa da retirada iraniana do acordo.

Em comunicado após o ataque, o Pentágono afirmou que o general iraniano “estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas e militares americanos no Iraque e em toda a região”.
O ponto culminante que levou à ação americana foi o ataque à embaixada dos Estados Unidos no Iraque, no último dia de 2019, que teria sido orquestrado por milicianos iraquianos, manifestantes pró-Irã e apoiadores do Kataib Hezbollah, milícia iraquiana paramilitar que teria o apoio do Irã.

O ataque, por sua vez, foi uma resposta aos bombardeios americanos realizados dois dias antes, no Iraque e na Síria, que mataram combatentes do Kataib Hezbollah, grupo hostil aos Estados Unidos nos dois países.



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O fundão eleitoral vai aumentar a fortuna de quem governa partidos.

Deputados e senadores apoiam aumento do fundo partidário



Nas democracias avançadas, frentes suprapartidárias costumam ser formadas quando ameaças domésticas ou externas colocam em risco o futuro da nação. As principais correntes suspendem a sequência de confrontos e se unem no combate ao inimigo comum. No Brasil, a formação de um ajuntamento de siglas é quase sempre o prelúdio de mais uma bandalheira extraordinariamente lucrativa. Os partidos se agrupam para que os políticos metam a mão mais facilmente no bolso de eleitores indefesos. Foi o aconteceu neste começo de dezembro no Congresso Nacional.

Decididos a aumentar o tamanho do fundão eleitoral — Fundo Especial de Financiamento de Campanha, segundo a certidão de batismo — deputados e senadores arquivaram antigas desavenças por algumas horas. Com a harmonia ansiosa de casal em lua de mel, parlamentares do PT e do PSDB, do DEM e do PCdoB, do PSL e do PDT e outros parceiros improváveis rejeitaram no plenário um veto do presidente Jair Bolsonaro e depois, na Comissão Mista de Orçamento da Câmara, elevaram a gastança prevista para 2020 de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.

"Não existe dinheiro público; existe o dinheiro dos pagadores de impostos", ensinou a primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher. Cumpre ao Executivo, ao Legislativo e ao Judiciário administrar com sensatez e eficácia o que a pesada carga tributária arranca dos cidadãos comuns. Na semana passada, a maioria do Congresso reafirmou que não sabe disso. Ou finge que não sabe — o que dá na mesma. Se tivessem algum pudor, o bando de representantes do povo não teria duplicado uma quantia já obscena com o confisco de verbas reservadas a áreas infinitamente mais relevantes.

Três setores foram especialmente desidratados pelos gestores de picadeiro: saúde (R$ 500 milhões), educação (R$ 280 milhões) e infraestrutura (R$ 380 milhões). A terceira área alcançada pela sangria terá de reduzir o ritmo da construção de moradias populares e da expansão da raquítica rede de saneamento básico. Muita canalhice e pouca vergonha — eis o binômio que resume o criminoso transplante orçamentário urdido nas catacumbas do Poder Legislativo.

Parido em 2017, o fundão que nem deveria ter nascido vai financiar pela primeira vez a campanha de candidatos a prefeito ou vereador. Essa espécie de disputa sempre foi bem mais barata que a que elege num único pleito o presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais. Ficou ainda menos onerosa com o sumiço dos comícios e showmícios, substituídos por reuniões com grupos de eleitores e, sobretudo, pelo uso crescente das redes sociais. Se a despesa caiu, por que dobrar a conta espetada no lombo dos brasileiros?

Quais foram os cálculos que resultaram nos R$ 3,8 bilhões? Como será repartido o produto do roubo? A distribuição será feita pelos diretórios nacionais ou estaduais? Os deputados conseguirão engordar a bolada remetida a seus currais? As fatias destinadas a cada município serão medidas pelo número de habitantes ou de eleitores? Essas e outras perguntas afligem tanto os candidatos quanto os que vão bancar o desperdício bilionário. Até agora, todos ignoram as respostas.

O Brasil decente só sabe que, seja qual for o resultado das eleições, muitos donos de partido ficarão bem mais ricos em 2020. Nada como um ano eleitoral a cada dois.

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Maia e Alcolumbre perderam a aula de sabedoria política ministrada por Ulisses e Ibsen.

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Quando a indignação de incontáveis brasileiros com as bandalheiras em que se meteu Fernando Collor passou a ser traduzida em manifestações de rua, o deputado gaúcho Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara, entendeu que o impeachment se tornara inevitável — e repetiu a frase que soava como regra sem exceções: “O Congresso sempre acaba fazendo o que o povo quer, desde que a vontade popular se manifeste nas ruas”.

“Eu não ajo sob pressão!”, irritou-se o presidente Ernesto Geisel em 1976, quando confrontado  com a onda de descontentamento provocada  pelo ritmo vagaroso do processo de abertura política. “Eu só ajo sob pressão”, replicou o deputado Ulisses Guimarães, que   se transformara num doutor em  comportamento político graças à longa experiência no Congresso.

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre continuam fabricando espertezas para impedir que o Congresso aprove, com urgência, medidas que permitirão o começo do cumprimento da pena depois da condenação em segunda instância. É isso o que o povo quer. Pelo visto, nenhum dos dois sabe o que Ibsen e Ulisses sabiam. Não demorarão a aprender a lição. Só que do jeito mais difícil.





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