sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Furacão Michael deixa casas devastadas e árvores caídas em passagem pela Flórida.


Casa e veículo são destruídos após a passagem do furacão Michael em Mexico Beach, Flórida - 11/10/2018
A violência do furacão Michael ficou visível nesta quinta-feira em cidades costeiras devastadas na Flórida, onde fileiras de casas foram arrancadas de suas fundações, telhados arrancados de escolas pela força quase recorde da tempestade que deixou seis mortos.

Panes de comunicação e ruas bloqueadas por árvores caídas, linhas de transmissão espalhadas e destroços tornavam difícil fazer uma avaliação completa dos estragos causados pelo Michael nesta quinta-feira, mas o quadro inicial é desolador.

O Michael se abateu sobre o litoral noroeste da Flórida perto da pequena cidade de Mexico Beach na quarta-feira com ventos de 250 quilômetros por hora, empurrando uma parede de água do mar sobre o continente. O céu clareou nesta quinta-feira, um contraste com a chuva torrencial do dia anterior.

Vídeos feitos pela rede CNN a partir de um helicóptero mostraram que as casas de Mexico Beach próximas ao mar perderam tudo, menos as fundações. Algumas quadras mais adentro do continente, cerca de metade dos lares foram reduzidos a pilhas de madeira e paredes laterais, e aqueles ainda de pé sofreram danos graves.

A tempestade, o terceiro furacão mais intenso a atingir o território continental dos Estados Unidos, enfraqueceu de madrugada e se tornou uma tempestade tropical, seguindo para o nordeste nesta quinta-feira e provocando chuvas fortes na Geórgia e nas Carolinas, Estados que ainda estão se recuperando da passagem do furacão Florence um mês atrás.

O furacão matou ao menos seis pessoas na Flórida, na Geórgia e na Carolina do Norte com queda de árvores e outros incidentes relacionados ao furacão, disseram autoridades e a mídia local.

Os feridos na Flórida foram levados a hospitais em Tallahassee, com alguns machucados após a tempestade com queda de galhos de árvores, disse Allison Castillo, diretora de serviços de emergência no Capital Regional Medical Center.
(Por Rod Nickel; reportagem adicional de Devika Krishna Kumar, Gina Cherelus, Scott DiSavino, Dan Whitcomb, Brendan O'Brien, Gary McWilliams, Liz Hampton, Andrew Hay, Alex Dobuzinskis e Humeyra Pamuk)

Fonte: MSN

Petecão declara apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno.

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Em primeiro discurso após vitória com mais de 244 mil votos nas eleições deste ano, o senador Sérgio Petecão (PSD) declarou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República no segundo turno.

“Tive uma conversa com a direção nacional do PSD e o partido está liberado para apoiar quem quiser. Como presidente do PSD no Acre, tomamos a decisão de apoiar o candidato Jair Bolsonaro à presidência da República”, disse o senador.  

Petecão agradeceu ainda a população acreana pela expressiva votação que teve para o Senado no último domingo (7). “O povo generoso do meu estado me deu mais uma vez a oportunidade de representá-los no Senado. Não tenho palavras para expressar o meu sentimento de gratidão. Isso aumenta nossa responsabilidade e posso garantir que não medirei esforços para ajudar, cada vez mais, o meu estado”, disse.

O senador parabenizou ainda a eleição do governador Gladson Cameli (PP) e do senador Marcio Bitar (MBD). 


Fonte:Assessoria 

sábado, 6 de outubro de 2018

Ibope para presidente, votos válidos: Bolsonaro, 41%; Haddad, 25%; Ciro, 13%; Alckmin, 8%.

Pesquisa Ibope - 6 de outubro - evolução da intenção de voto — Foto: Arte/G1

O Ibope divulgou neste sábado (6) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Segundo o instituto, desde a pesquisa divulgada no dia 3, e realizada nos dias 1 e 2 de outubro, o primeiro colocado, Jair Bolsonaro, cresceu quatro pontos, enquanto Fernando Haddad, em segundo lugar, oscilou um ponto para baixo.

O Ibope divulgou neste sábado (6) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Segundo o instituto, desde a pesquisa divulgada no dia 3, e realizada nos dias 1 e 2 de outubro, o primeiro colocado, Jair Bolsonaro, cresceu quatro pontos, enquanto Fernando Haddad, em segundo lugar, oscilou um ponto para baixo.

A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de 95%, considerando a margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores na sexta-feira (5) e no sábado (6).

Votos válidos

Jair Bolsonaro (PSL): 41%
Ciro Gomes (PDT): 13%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (REDE): 3%
João Amoêdo (NOVO): 3%
Alvaro Dias (PODE): 2%
Cabo Daciolo (PATRI): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Eymael (DC): 0%
Vera (PSTU): 0%

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

G1.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Pesquisa Datafolha para presidente: Bolsonaro, 35%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; Marina, 4%.




Nos votos válidos, Bolsonaro tem 39%, Haddad, 25%, Ciro, 13%, Alckmin, 9%, e Marina, 4%. Levantamento foi realizado na quarta-feira (3) e na quinta (4).

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (4) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 10.930 eleitores nesta quarta-feira (3) e na quinta (4).

Segundo o Datafolha, Jair Bolsonaro, do PSL, manteve o crescimento e atingiu 35%. Fernando Haddad, do PT, ficou estável.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 35%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 3%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 6%
Não sabe/não respondeu: 5%

Acima, nos votos totais, são considerados os votos brancos e nulos e o percentual dos eleitores que se declaram indecisos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Petrobrás supera Vale e volta a ser empresa mais valiosa do País.


O otimismo dos investidores com o avanço do candidato Jair Bolsonaro (PSL) levou os ativos brasileiros a se valorizarem nesta terça-feira, 2. A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo deu impulso sobretudo às ações da Petrobrás, que voltou a ocupar o posto de maior empresa de capital aberto do Brasil, segundo a Economática.

Mesmo com petróleo em queda, as ações da estatal subiram 8,67%, a R$ 22,82, no caso das preferenciais, e 6,74%, a R$ 25,81, para as ordinárias.

Com a forte valorização, a Petrobrás chegou a R$ 319,928 bilhões em valor de mercado, superando Vale (R$ 318,083 bi), Ambev (R$ 286,881 bi) e Itaú (R$ 271,656 bi).

O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia em alta de 3,78%, aos 81.593,85 pontos. Não havia uma valorização tão grande na Bolsa desde o dia 7 de novembro de 2016.

Esse não é o maior valor de mercado alcançado pela empresa de petróleo neste ano. Em maio, a companhia chegou a valer R$ 388,845 bilhões.

Fonte: MSN-Brasil

sábado, 22 de setembro de 2018

“Desejo continuar com a minha profissão, mas temo pela minha vida”, diz professor agredido em sala de aula no RJ.




Na porta da sala onde aconteceram as humilhações, há uma inscrição 'Turma do terror'. Segundo ele, agressões são constantes, mas sempre acreditou que ia 'resolver com o diálogo'.

Uma rotina de agressões. É assim que o professor de língua portuguesa Thiago dos Santos Conceição, de 31 anos, define a rotina no Ciep Mestre Marçal, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Imagens gravadas por um dos estudantes na última terça-feira (18) mostram diversas agressões promovidas pelos alunos quando ele tentava aplicar uma avaliação para uma turma do 9º ano. Agora, ele teme voltar às salas de aula.

“Eu desejo continuar com a minha profissão, mas temo pela minha vida”, destacou Thiago, que chora ao lembrar do episódio.

Depois do episódio, ele pediu afastamento porque não tinha condições de voltar a dar aula para os jovens. Thiago tem a consciência de que não é um caso isolado e que outros professores no Rio de Janeiro e em outros estados passam por situações semelhantes a dele.

“Eram constantes as agressões, mas a gente sempre acha que vai resolver com diálogo”, destacou o professor, que leciona há dez anos.
Thiago começou a trabalhar no Ciep em fevereiro, no começo do ano letivo. Desde o início, a rotina era de agressões verbais e de insultos. O professor chegou a procurar a direção da instituição e revelou o problema, mas, segundo ele, nenhuma providência foi tomada.

Apesar da violência, Thiago diz que sempre insistiu em usar o conhecimento para transformar a realidade em que vivem os alunos.
“Todas as minhas aulas eu falo sobre a importância do diálogo, sobre a importância da educação”, revelou Thiago, emocionado.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Oficina sobre “enxertia” ocorre em propriedade de agricultora, nesta terça-feira.


Atividade integra o projeto de extensão Educação para Transformação

Itajaí – Nesta terça-feira, dia 18 de setembro, das 13h30 às 18h, será realizada uma oficina sobre a técnica de "enxertia" – união dos tecidos de duas plantas – do projeto de extensão Educação para Transformação: Meio Ambiente, Saúde e Gênero, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A atividade terá como palestrante Luana Maro, engenheira agrônoma da Epagri e pesquisadora em Fruticultura Tropical, e ocorrerá, conforme prática periódica do projeto, na propriedade de uma mulher agricultora localizada no bairro Espinheiros, em Itajaí.

Todos os meses são feitas oficinas dirigidas às mulheres participantes do projeto, sob coordenação da professora Márcia G. Marian Vieira. Os encontros objetivam a troca de saberes e o fortalecimento dos conhecimentos sobre os assuntos ligados à agroecologia, o meio ambiente e a saúde, para serem aplicados nas hortas agroecológicas. Essas oficinas proporcionam aprendizados teóricos e práticos aos envolvidos.
Neste encontro, na casa da dona Maria de Lourdes, as mulheres poderão aumentar a produtividade das hortas orgânicas, a partir da técnica da enxertia. A propriedade da agricultora está localizada na Rodovia Jorge Lacerda, número 1964, no bairro Espinheiros, em Itajaí.


Mais informações: (47) 3341-7712 | (48) 99619-0214, com a professora Márcia Gilmara Marian Vieira.


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O Livro Negro do Socialismo/Comunismo

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A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg: crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A discussão brasileira sobre os nossos "anos de chumbo" raramente situa as coisas no contexto internacional da Guerra Fria, a qual alcançou seu apogeu nos anos 60 e 70, provocando um "refluxo autoritário" no Terceiro Mundo. Houve intervenções militares no Brasil e na Bolívia em 1964, na Argentina em 1966, no Peru em 1968, no Equador em 1972, e no Uruguai em 1973.

Fenômeno idêntico ocorreu em outros continentes. Os militares coreanos subiram ao governo em 1961 e adquiriram poderes ditatoriais em 1973. Houve golpes militares na Indonésia em 1965, na Grécia em 1967 e, nesse mesmo ano, o presidente Marcos impunha a lei marcial nas Filipinas, e Indira Gandhi declarava um "regime de emergência". Em Taiwan e Cingapura houve autoritarismo civil sob um partido dominante.

O grande mérito dos regimes democráticos é preservar os direitos humanos, estigmatizando qualquer iniciativa de violá-los. Mas por lamentáveis que sejam as violências e torturas denunciadas no "Brasil, Nunca Mais", elas empalidecem perto das brutalidades do comunismo cubano, minudenciadas no "Livre noir".

Comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio... Enquanto Fidel fuzilou entre 15 mil e 17 mil pessoas (sendo 10 mil só na década de 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, a julgar pelos pedidos de indenização, seria em torno de 288, segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, e de 224 casos comprovados, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. O Brasil perde de longe nessa aritmética macabra.

Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia a "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 mil e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. No ano passado, 38 anos depois da Revolução de Sierra Maestra, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo "ratoneras", "gavetas" e "tostadoras". Registre-se um traço de inventividade tecnológica - a tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.

Não houve prisões brasileiras comparáveis a La Cabaña (onde ainda em 1982 houve 100 fuzilamentos), Boniato, Kilo 5,5 ou Pinar Del Rio. Com estranha incongruência, artistas e intelectuais e políticos que denunciam a tortura brasileira visitam Cuba e chegam mesmo a tecer homenagens líricas a Fidel e a seu algoz-adjunto Che Guevara.

Este, como procurador-geral, foi comandante da prisão La Cabaña, onde, nos primeiros meses da revolução, ocorreram 120 fuzilamentos (dos 550 confessados por Fidel Castro), inclusive as execuções de Jesus Carreras, guerrilheiro contra a ditadura batista, e de Sori Marin, ex-ministro da agricultura de Fidel. Note-se que Che foi o inventor dos "campos de trabalho coletivos", na península de Guanaha, versão cubana dos "gulags soviéticos" e dos "campos de reeducação" do Vietnã.

A repressão comunista tem características particularmente selvagens. A responsabilidade é "coletiva", atingindo não apenas as pessoas, mas as famílias. É habitual o recurso a trabalhos forçados, em campos de concentração. Não há separação carcerária, ou mesmo judicial, entre criminosos comuns e políticos. Em Cuba, criou-se um instituto original, o da "periculosidade pré-delitual", podendo a pessoa ser presa por mera suspeita das autoridades, independentemente de fatos ou ações.

Causa-me infinda perplexidade, na mídia internacional e em nosso discurso político local, a "angelização" de Fidel e Guevara e a "satanização" de Pinochet. Isso só pode resultar de ignorância factual ou de safadeza ideológica.

Pinochet foi ditador por 17 anos; Fidel está no poder há 39 anos. Pinochet promoveu a abertura econômica e iniciou a redemocratização do país, retirando-se após derrotado em plebiscito e em eleições democráticas como senador vitalício (solução que, se imitada em Cuba, facilitaria o fim do embargo).

Fidel considera uma obscenidade a alternância no poder, preferindo submeter a nação cubana à miséria e à fome, para se manter ditador. Pinochet deixou a economia chilena numa trajetória de crescimento sustentado de 6,5% ao ano. Antes de Fidel, a economia cubana era a terceira em renda por habitante entre os latino-americanos e hoje caiu ao nível do Haiti e da Bolívia.

O Chile exporta capitais, enquanto Fidel foi um pensionista da União Soviética e, agora, para arranjar divisas, conta com remessas de exilados e receitas de turismo e prostituição. Em termos de violência, o número de mortos e desaparecidos no Chile foi estimado em 3.000, enquanto Fidel fuzilou 17 mil!

Apesar de fronteiras terrestres porosas, o Chile, com população comparável à de Cuba e sem os tubarões do Caribe, sofreu um êxodo de apenas 30 mil chilenos, hoje em grande parte retornados. Sob Fidel, 20% da população da ilha, ou seja, algo que nas dimensões brasileiras seria comparável à Grande São Paulo, teve de fugir.

Em suma, Pinochet submeteu-se à democracia e tem bom senso em economia. Fidel é um PhD em tirania e um analfabeto em economia. O "Livre noir" nos dá uma idéia da bestialidade de que escapamos se triunfassem os radicais de esquerda. Lembremo-nos que, em 1963, Luiz Carlos Prestes declarava desinibidamente que "nós os comunistas já estamos no governo, mas não ainda no poder".

Parece-me ingenuidade histórica imaginar que, na ausência da revolução de 1964, o Brasil manteria apenas com alguns tropeços sua normalidade democrática. A verdade é que Jango Goulart não planejara minimamente sua sucessão, gerando suspeitas de continuísmo. E estava exposto a ventos de radicalização de duas origens: a radicalização sindical, que levaria à hiperinflação, e a radicalização ideológica, pregada por Brizola e Arraes, que podia resultar em guerra civil.

É sumamente melancólico - porém não irrealista - admitir-se que, no albor dos anos 60, este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: "anos de chumbo" ou "rios de sangue"...

Roberto Campos foi economista, diplomata, senador pelo PDS-MT e ministro do Planejamento (governo Castello Branco). É autor de "A Lanterna na Popa" (Ed. Topbooks, 1994). Este e outros artigos podem ser encontrados no livro de Roberto Campos, Na Virada do Milênio, ed. Topbooks, 1998.


Ibope: Bolsonaro cresce, diminui rejeição, torna voto mais homogêneo e se fortalece para o 2º turno.


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O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem razões para comemorar o último levantamento do Ibope, divulgado na terça-feira (11), a despeito de seus aliados questionarem as pesquisas de intenção de voto de grandes institutos.

Em diferentes recortes, o Ibope traz uma série de boas notícias para o candidato do PSL, que o consolidam na liderança e o fortalecem na disputa da vaga no segundo turno. O campo da pesquisa, é verdade, foi feito na esteira do atentado contra a vida do candidato, na quinta-feira passada (6), o que pode ter captado mais fortemente uma empatia ou comoção do eleitor em relação ao episódio (o Ibope foi feito entre sábado, 8, e segunda-feira, 10, enquanto o Datafolha, apenas na segunda-feira, 10). Ainda assim, mergulhando na pesquisa, há indicativos de que sua vantagem em relação aos concorrentes não é apenas conjuntural.

Em relação ao levantamento do Ibope do começo do mês, Bolsonaro cresceu quatro pontos percentuais, chegando a 26% das intenções de voto. Também aumentou sua votação na pesquisa espontânea (quando não é apresentado o nome do candidato): passou de 17% para 23%. Esse porcentual é importante porque mostra o quão consolidado o nome do candidato está na cabeça do eleitor (32% dos homens falam que votarão nele sem serem questionados). Além disso, 54% dos seus eleitores dizem que não pretendem mudar o voto, uma taxa de convicção mais alta que a de todos os candidatos (na pesquisa anterior era de 41%).

A rejeição também caiu, embora seja especialmente grande entre as mulheres (50% delas dizem que não votam nele). Ele tinha 44% de rejeição, agora tem 41%. A queda na rejeição foi expressiva entre os mais ricos: passou de 46% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos para 39%.

O percentual, no entanto, continua a ser um grande problema para o candidato do PSL no segundo turno, quando o eleitor tende a votar em quem rejeita menos (e pode também alimentar um movimento de voto útil no primeiro turno). Apesar disso, nas simulações de segundo turno do Ibope, Bolsonaro melhorou o desempenho, chegando a empatar em 3 dos 4 cenários – na pesquisa anterior ele perdia em 3 e empatava em 1, contra o candidato do PT, Fernando Haddad. Agora, ele aparece tecnicamente empatado, mas numericamente à frente de Haddad com 40% das intenções de voto contra 36% do petista.

Bolsonaro cresceu também entre grupos que tinham mais resistência a ele, como o de eleitores acima de 55 anos. Passou de 18% das intenções de voto para 26%, um crescimento de 8 pontos percentuais – ele também cresceu entre todas as faixas etárias de 25 a 54 anos.

Ele foi o candidato que mais ampliou sua intenção de voto pelas diferentes regiões do país, chegando a 37% das intenções de voto no Sul – um crescimento de 14 pontos percentuais. Nessa região, que tradicionalmente votava com o PSDB, Geraldo Alckmin ainda encontra como empecilho o candidato do Podemos, Alvaro Dias, que cria um teto de crescimento para o tucano (os dois têm 8% das intenções de voto). Bolsonaro também teve aumento de 5 pontos percentuais nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte, onde tem respectivamente 29% e 31% das intenções de voto.

De certa maneira, a intenção de voto de Bolsonaro reprisa o desempenho dos tucanos na eleição de 2014, que foram vitoriosos nas regiões Sul e Centro-Oeste, em São Paulo, Espírito Santo e parte da região Norte (o Nordeste votou com o PT). A região Nordeste foi a única em que ele apresentou queda na intenção de voto: passou de 15% para 12%.

Parafraseando um jargão do mundo político, pesquisa é uma fotografia de momento. Mas, agora, quem está bem na foto é candidato do PSL. Na sexta-feira, haverá novamente pesquisa Datafolha.

Fonte: G1.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Marco Aurélio vota pela rejeição da denúncia contra Bolsonaro por racismo; Moraes pede vista e adia decisão.


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Réu por apologia ao crime de estupro, candidato a presidente foi denunciado por suposta ofensa a negros e quilombolas. Deputado diz que Ministério Público quer criminalizá-lo por opiniões.

O ministro Marco Aurélio Mello votou nesta terça-feira (28) pela rejeição da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pelo crime de racismo.
Marco Aurélio é o relator da denúncia. Quando placar estava 2 a 2, o ministro Alexandre de Moraes pediu vista (mais tempo para analisar o caso) e, com isso, a decisão do STF foi adiada.

Réu por apologia ao crime de estupro e por injúria, Bolsonaro é candidato a presidente da República e, embora o STF já tenha decidido que réus não podem ocupar a linha sucessória da Presidência, atualmente não há impedimento legal para concorrerem nas eleições.
O candidato é réu no caso em que disse que não estuprava a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela "não merece" e não faz o "tipo" dele.


G1.com

Dólar fecha em alta com incerteza eleitoral

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O dólar fechou em alta terça-feira (28), em meio à cautela diante das incertezas com o cenário eleitoral doméstico predominando no mercado, destaca a Reuters. Com isso, a moeda fechou novamente no maior valor desde janeiro de 2016.

A moeda norte-americana subiu 1,44%, vendida a R$ 4,14. Veja mais cotações. Na máxima do dia, a divisa atingiu R$ 4,147, segundo o ValorPro.
O valor de fechamento desta terça é o maior desde 21 de janeiro de 2016, quando o dólar terminou o dia em sua máxima histórica de R$ 4,1631.

Já o dólar turismo era vendido perto de R$ 4,31 nesta terça, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
No dia anterior, a moeda fechou em queda, em um movimento favorecido pelo acordo comercial entre Estados Unidos e México que ainda promovia a busca pelo risco no exterior nesta terça-feira, segundo a Reuters.
Esse bom humor chegou a motivar uma queda do dólar, mas o movimento perdeu força no mercado doméstico diante da apreensão eleitoral.









JORDÃO: JANAINA FURTADO LANÇA CANDIDATURA NO MUNICÍPIO NESTA QUINTA FEIRA.



Janaina Furtado, candidata ao Governo do Acre pela Rede Sustentabilidade, visitará o município de Jordão nesta quinta feira, 30 de agosto. 

Na agenda, uma reunião à noite com a comunidade para apresentar suas principais propostas e formalizar a fundação de seu partido no município.

Na sexta feira, 31 de agosto, fará uma visita à uma creche municipal, órgãos estaduais e conversará com o prefeito Elson Farias. Fará também conversas com apoiadores de sua candidatura.

No sábado retorna para Tarauacá, onde a tarde participa da fundação de uma ONG defesa dos animais. 








(assessoria)

MPE pede à PF investigação sobre suposta manipulação de números na pesquisa da Vox Populi.


O Ministério Público Eleitoral do Acre encaminhou à Polícia Federal um pedido de abertura de inquérito para apurar suposta manipulação de números na pesquisa eleitoral realiza pela Vox Populi e divulgada em um jornal local.
A denuncia teve como base sete áudios enviados ao MPE, relatando a possível fraude nos questionários do levantamento que pode ter sido realizado apenas em Rio Branco e divulgado como se fosse em vários municípios do Estado.
Os áudios foram anexados no pedido de abertura de investigação e encaminhados à Polícia Federal. Nas gravações, pessoas que trabalham realizando pesquisas relatam como teria ocorrido a suposta fraude dos números.
Segundo o MPE, a fraude estaria caracterizada quando o esquema é relatado nas troca de gravações e deixa evidente que os questionários não foram preenchidos nos municípios relatados pela Vox Populi no momento do registro da pesquisa.
Os responsáveis pela pesquisa teriam realizado o levantamento sem sair de Rio Branco. O MPE pede ainda que seja investigado o envolvimento da Companhia de Selva, empresa que cuida da mídia das administrações petista do Acre.
No total, o MPE recebeu sete áudios que revelariam, em tese, a manipulação dos números pelos responsáveis pela Vox Populi no Estado. A pesquisa teria custado a quantia de R$ 93 mil e foi encomendada por um empresa e divulgada por outra.
Segundo a Lei Eleitoral, os responsáveis pela pesquisa podem ser enquadrados por divulgação de pesquisa fraudulenta que constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor entre R$ 50 mil a r$ 100 mil.
O MPE requisitou a instauração de Inquérito Policial para investigação da pesquisa e de todos os atores envolvidos na realização do levantamento que deveria ter sido realizado em todo o Acre e dos responsáveis pela divulgação.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Igarapé Judia passará por revitalização, garante Petecão.

O senador Sérgio Petecão (PSD) comemorou, nesta quarta-feira (08), a aprovação do projeto eletrônico da revitalização do Igarapé Judia, no município de Senador Guiomard. Os recursos necessários para a obra, no valor R$ 500 mil, foram empenhados em 2017, e são provenientes de emenda destinada pelo Petecão, junto ao Programa Calha Norte, do Ministério da Defesa.

O projeto está sendo elaborado pela equipe da AMAC, atendendo as necessidades apresentadas pelo prefeito André Maia (PSD), e prevê a construção de um mirante, restaurante, lanchonete, pórtico de entrada, bancos, lixeiras, iluminação, escada, plataforma elevada, parque, três quiosques duplos, ponte de acesso a ilha dos quiosques, duas mesas de jogos e calçamento com acessibilidade.

O projeto seguirá para análise do Calha Norte e, tão logo seja aprovado, o órgão dará autorização à prefeitura para licitar e iniciar as obras. “Tenho que parabenizar a equipe da AMAC e o prefeito André Maia pelo belo trabalho de concepção do projeto, que dará outra cara ao local”, afirma Petecão.

Fonte: Assessoria

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Jorge Viana faz prestação de contas do mandato em Plácido de Castro.



Durante evento realizado na Câmara dos Deputados, senador recebeu apoio e falou sobre a crise política e econômica do país

Como forma de prestar contas de sua atuação no Senado Federal, o senador Jorge Viana continua percorrendo os municípios do Acre para apresentação da revista Desafios do Tempo. Nesta quinta-feira, 02, ele esteve em Plácido de Castro. Na Câmara de Vereadores do município, o parlamentar recebeu apoio de lideranças políticas e comunitárias e conversou sobre o momento de crise política e econômica do Brasil.

Jorge Viana, que é pré-candidato à reeleição, fazendo um relato sobre sua atuação no parlamento destacou a importância da política para a promoção das mudanças. "O que me motiva a continuar na política é exatamente esse momento ruim pelo qual todos os brasileiros estão passando. Acho que posso ajudar muito o Acre com minha experiência. É em momento assim que temos que oferecer seriedade e responsabilidade para buscar o melhor para o nosso Acre”, declarou durante o encontro.

Um dos colaboradores do lançamento da revista do senador Jorge Viana em Plácido de Castro, Luciano Barros, comentou sobre o evento: "Isso aproxima o trabalho do senador com a população. Muitas vezes ele fica em Brasília, trabalha muito, como é o caso do Jorge, mas precisa estar perto da população para mostrar o que foi feito. É muito importante essa prestação de contas”.

O senador fez também um relato sobre sua trajetória política, desde quando começou como prefeito e depois como governador do Acre. “Nós já construímos muita coisa bonita juntos e tenho fé e esperança de que podemos voltar a viver bons dias no nosso Acre e no Brasil. Para isso temos que pensar bem e não podemos abrir mão das pessoas com experiência de gestão e com vontade de trabalhar”.

Assessoria

Esqueçam o Lula...


                                                                  Luiz Carlos Borges da Silveira     
        
Está ocorrendo fato inusitado – e preocupante – em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato este relacionado com sua situação de político preso e do ano eleitoral.

Deliberadamente ou não, há campanha induzindo a ilações de que existe intenção de transformá-lo em mito e injustiçado sugerindo que seja ele o único capaz de dar jeito na situação do país. Daí a massiva repercussão de qualquer assunto que a ele tenha ligação, mesmo que irrelevante. A militância, partidários, admiradores e sua defesa jurídica têm o direito de promover o movimento, mas há outros estratos engajados, além da mídia disposta a fazer papel de caixa de ressonância - desses, não se sabe o interesse. E até mesmo a avaliação crítica acaba favorecendo o interessado, é a repetição da velha máxima: ‘falem mal de mim, mas falem’ ...

Lula é um político preso, não um preso político como forçam em repetir na busca do convencimento impossível. Foi investigado, indiciado, julgado e condenado em ação penal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, delitos praticados quando estava no cargo, em processo cercado de todas as garantias constitucionais, ou seja, um processo legal em primeira instância e depois confirmado por colegiado de segunda instância, que inclusive ampliou a pena.

Tentar fazer do ex-presidente um inocente é negar os delitos cometidos e aceitá-los como licitudes, é afronta à Justiça e tentativa de invalidar a operação (Lava Jato) de combate à corrupção que o levou à prisão.

Essa campanha política em favor de Lula é algo muito perigoso porque pode resultar na formação de falso mito com reflexo nas pesquisas eleitorais, como se tem notado, gerando um círculo vicioso: o movimento insufla os descontentes cujo pensamento se reflete nas consultas; a posição de liderança do político preso fornece combustível ao movimento, que influencia as pesquisas...
Lula é, ‘ipso facto’, um condenado e nessas condições não pode e não deve ser candidato (certamente não o será), pois do contrário seria revogar a lei e todos os esforços de combate à imoralidade e a corrupção na política e na administração pública.

Se o ex-presidente está preso é porque delinquiu... e há ainda outros processos bem mais ‘pesados’ do que esse pelo qual foi apenado. Além disso, é bom lembrar que Lula da Silva é reincidente, pois em seu primeiro mandato ocorreu o caso de corrupção conhecido como mensalão, que não o atingiu diretamente, mas deixa evidente que ele sabia e endossou. Assim como a Lava Jato, que ele tenta denegrir e afirma que nada sabe sobre os crimes apurados nessa investigação que parece não ter fim, dada a extensão da teia que onerou não somente a Petrobras e o BNDES como outros segmentos da administração pública e da iniciativa privada que viviam em estado promíscuo. Para um chefe de governo afirmar que não sabia de nada do que se passava nos altos e médios escalões do governo é passar atestado de completa alienação – ou de conivência.


Portanto, esqueçam Lula! deixem-no a cargo de quem de direito, a Justiça. Criar factoides até a partir de uma carta simplória significa não agir de boa-fé. Basta a insana atuação da defesa que impetra recursos em profusão, todos sem base, tanto que são sistematicamente negados. Além disso, a banca advocatícia de Lula abona recursos de pessoas comuns (aparentemente ‘laranjas’), como aconteceu no início do mês de julho, quando o STJ julgou 146 recursos, levando a presidente do órgão, ministra Laurita Vaz, a escrever em um despacho que "o Poder Judiciário não pode ser utilizado como balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou ideológico-partidárias". A cada recusa da Justiça a defesa, lideranças, militância e amigos petistas reverberam os refrãos de que Lula é um injustiçado e que há plano específico para evitar que ele venha ser candidato novamente, apoiando seus argumento nas pesquisas, o que certamente acaba refletindo na campanha.

O bom senso diz que se deve tirar Lula do âmbito político-eleitoral e deixar que a Justiça decida, sob a égide da lei, à luz dos fatos.

Acredita-se que haverá sucessivo e amplo leque de recursos forçando o registro da candidatura de Lula. Espera-se da Justiça Eleitoral firmeza para não relevar a repercussão partidária e decidir com base na lei (da Ficha Limpa inclusive) e do precedente jurídico-penal do candidato.

Em outubro o Brasil vai às uras para escolher o próximo presidente. É desejável que o processo não venha a ser conturbado pela situação de quem perdeu o direito de participar das eleições; que os eleitores tenham discernimento para escolher um candidato ficha limpa, elegê-lo e apoiá-lo, para que o país volte a trabalhar em paz política.

Esqueçam Lula e suas bravatas, esqueçam as chicanas jurídicas de sua defesa, esqueçam a militância partidária. Dar curso a factoides é colaborar para ambiente e clima inadequados e impróprios que em nada contribuem, somente servem a quem deseja instabilidade e conturbação.

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.