O governador Tião Viana foi citado numa
reportagem do Jornal Folha de São Paulo que avalia a situação política de
governadores do Partido dos Trabalhadores candidatos à reeleição em Outubro de
2014 onde o governador do Acre aparece como o terceiro mais bem avaliado
no Brasil com 70% de aprovação.
“Exceção, Tião Viana é o terceiro mais bem avaliado do país com uma gestão
pautada em programas de impacto social. Seu grupo político comanda o Acre há 16
anos. A oposição promete dois palanques neste ano para tentar forçar um segundo
turno”, afirma a matéria assinada pelos jornalistas João Pedro Pitombo e
Diógenes Campanha.
Veja a íntegra da matéria do jornal Folha de São Paulo:
No ano em que terá como prioridade reeleger
a presidente Dilma Rousseff, o PT enfrenta dificuldades para manter o poder em
três dos quatro Estados que governa.
Os governadores de Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal têm pela frente
desafios como problemas de popularidade e rivais fortes. A exceção é Tião
Viana, aprovado por 70% no Acre.
A expectativa do PT é ter ao menos 11 candidatos a governador nas eleições
deste ano. Mas o foco principal do partido estará centrado na tentativa de
conquistar os três principais redutos tucanos –São Paulo, Minas e Paraná.
Também por isso, a missão de governadores como Tarso Genro (RS) e Jaques Wagner
(BA) tende a ser ainda mais complicada. Com governos de avaliação mediana, eles
vivem cenários semelhantes de popularidade em declínio e oposição em ascensão.
No berço político de Dilma, onde nunca um governador foi reeleito, a falta de
celeridade na entrega de obras estruturantes, além de greves em setores-chave
da administração, como professores, desgastaram o petista.
Hoje, os principais adversários de Tarso estão na própria base aliada da
presidente. A senadora Ana Amélia (PP), por exemplo, lidera as pesquisas de
intenção de voto, enquanto PDT e PMDB ensaiam as candidaturas de Vieira da
Cunha e José Ivo Sartori, respectivamente.
O governador impôs como condição para tentar um novo mandato a garantia de que
Dilma suba exclusivamente em seu palanque. Mas o PT não trabalha com a hipótese
de Tarso ficar fora da disputa.
Na Bahia, Jaques Wagner encerra um ciclo de oito anos com altos índices de
violência, obras atrasadas e a economia impactada pela seca.
E vê o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), com popularidade em alta para
impulsionar o nome de seu grupo -o ex-governador Paulo Souto (DEM) ou o
ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).
O desafio do PT será renovar o discurso de 2012, quando o partido defendeu que
o candidato deveria ser do "time de Lula e Dilma", mas acabou
perdendo na capital. Para outubro, o mote será "continuidade com
inovação", com a provável candidatura do secretário Rui Costa.
Agnelo Queiroz (DF) tem situação ainda mais difícil. Eleito em 2010 sob
expectativa de renovação após a cassação do ex-governador José Roberto Arruda
(ex-DEM, hoje PR), ele tem o governo com a segunda pior avaliação do país (9%
de aprovação, de acordo com o Ibope). "Não cumpriu compromissos nem conseguiu manter Brasília livre de
escândalos. É um governo cuja cara é um estádio de R$ 1 bilhão", diz o
senador Cristovam Buarque (PDT), sobre a reforma do Mané Garrincha, arena da
Copa.
Para o presidente do PT local, deputado Roberto Policarpo, o governo "se
comunicou mal" com o eleitor.
Exceção, Tião Viana é o terceiro mais bem avaliado do país com uma gestão
pautada em programas de impacto social. Seu grupo político comanda o Acre há 16
anos. A oposição promete dois palanques neste ano para tentar forçar um segundo
turno.