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Dispensa de audiências de
custódia para reincidentes presos em flagrante também deve ser analisada em
votação à parte do texto principal de Derrite
Emendas apresentadas nos
últimos dias ao PL (Projeto de Lei) Antifacção preveem o fim das
audiências de custódia em casos de prisão em flagrante de criminosos
reincidentes, a permissão ao uso de inteligência artificial para monitorar
pessoas investigadas e o enquadramento do MST (Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra) como organização criminosa.
O presidente da Câmara, Hugo
Motta (Republicanos-PB), confirmou a intenção de votar o projeto nesta terça-feira (18).
Algumas sugestões ao texto do relator Guilherme Derrite (PP-SP) foram
destacadas por lideranças partidárias. Isso significa que, caso não sejam
incorporadas ao relatório final, serão analisadas em uma votação à parte.
É o caso de emenda proposta
pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), que dispensa a realização de
audiência de custódia para reincidentes no mesmo crime que forem presos em
flagrante.
"Trata-se de medida
voltada à proteção da sociedade e ao fortalecimento da segurança pública,
evitando a reiteração criminosa e o desgaste de recursos judiciais e policiais
com audiências de custódia repetidas e ineficazes", justifica Sóstenes.
Pela sugestão, os juízes devem
continuar decidindo sobre a homologação do flagrante e a conversão da prisão em
preventiva ou a concessão de liberdade provisória, com base nas provas e
informações constantes dos autos — mas sem a audiência de custódia.
"Dessa forma, a emenda
preserva o controle de legalidade e os direitos fundamentais básicos, ao mesmo
tempo, em que racionaliza o sistema de justiça criminal e reforça a autoridade
do Estado frente à criminalidade reincidente", argumenta Sóstenes.
O líder do PP, Doutor Luizinho
(RJ), apresentou emenda que autoriza, sob supervisão humana, a análise
automatizada de dados, inclusive com uso de inteligência artificial, para fins
de rastreamento, identificação ou localização de pessoas investigadas por
pertencerem a organizações criminosas.
"O objetivo é constituir
um lastro normativo que permita a utilização da tecnologia para o combate às
organizações criminosas, haja vista que essa modalidade de prática delitiva tem
sido cada vez mais constante no cenário nacional", explica Doutor Luizinho
na justificativa.
Outras emendas foram
apresentadas sem a previsão de destaque, isto é, de votação em separado do
texto principal. Dessa forma, se não forem absorvidas pelo relator, acabam não
sendo analisadas.
Daniel
Rittner, da CNN Brasil, Brasília

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